(31) 99080-9223
Pequi Ambiental

PRAD · IEF-MG · SEMAD · recuperação ambiental

PRAD: estrutura técnica aceita pelo IEF/SEMAD em Minas Gerais

PRAD aceito pelo IEF-MG e SEMAD: estrutura técnica completa, diagnóstico, plantio, manutenção e monitoramento. O que o órgão exige na prática.

24 de maio de 2026 · por Equipe Pequi

PRAD: estrutura técnica aceita pelo IEF/SEMAD em Minas Gerais

PRAD reprovado é projeto parado, prazo perdido, condicionante em atraso e diretoria nervosa. O Plano de Recuperação de Áreas Degradadas é exigência rotineira em licenciamento ambiental, TCRA, TAC e regularização de passivo — mas o índice de devolução nos primeiros protocolos é alto, sobretudo quando o documento é elaborado por quem não conhece o padrão do órgão. Este guia destrincha a estrutura técnica que o IEF-MG e a SEMAD-MG aceitam em primeira análise, com base no que efetivamente foi aprovado em projetos de indústria, mineração e energia em Minas Gerais.

Sumário

O que é PRAD e quando é exigido

O Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) é um documento técnico que estabelece diagnóstico, objetivos, metodologia, cronograma, custos e monitoramento para recuperar área alterada por atividade antrópica. Tem base na Lei 6.938/1981 (Política Nacional do Meio Ambiente), no Decreto 97.632/1989 (mineração) e em normativos estaduais.

O PRAD é exigido em situações como:

  • Condicionante de Licença de Operação (LO) ou Licença de Instalação (LI).
  • Execução de TCRA ou TAC.
  • Encerramento de cava de mineração ou empréstimo de solo.
  • Regularização de supressão sem autorização prévia.
  • Compensação por intervenção em APP.
  • Encerramento de aterro industrial ou área contaminada (combinado com PRA/PRSC).

Em Minas Gerais, a estrutura aceita pelo IEF-MG e pela SEMAD se baseia em:

  • Lei 12.651/2012 (Código Florestal) — recomposição de APP e Reserva Legal.
  • Lei 11.428/2006 (Mata Atlântica) — compensação na mesma microbacia. Detalhamos em Mata Atlântica e indústria em MG.
  • Lei 20.922/2013 (Lei Florestal Mineira).
  • Deliberação Normativa COPAM em vigor sobre supressão e reposição florestal.
  • Instruções de Serviço IEF sobre conteúdo mínimo de PRAD.

A combinação varia conforme o bioma (Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga em MG), a fitofisionomia suprimida e o estágio sucessional. PRAD genérico, copiado de modelo, costuma ser devolvido.

Estrutura completa de um PRAD aceito pelo IEF/SEMAD

A estrutura abaixo é o padrão que entregamos e que o órgão aprova em primeira análise, salvo exigências específicas adicionais.

1. Capa e identificação

  • Empreendedor, CNPJ, endereço.
  • Responsável técnico, CREA, número da ART.
  • Localização do empreendimento e da área a recuperar.
  • Coordenadas geográficas (SIRGAS 2000).

2. Introdução e objetivos

  • Descrição sucinta do empreendimento.
  • Histórico do impacto.
  • Objetivos gerais e específicos do PRAD.
  • Vinculação ao instrumento (LI, LO, TCRA, TAC, ASV).

3. Diagnóstico ambiental da área

  • Caracterização climática.
  • Caracterização pedológica (tipo de solo, fertilidade, compactação, erosão).
  • Caracterização hidrográfica (microbacia, distância de cursos d’água).
  • Caracterização da vegetação remanescente (fitofisionomia, estágio sucessional).
  • Mapeamento georreferenciado (shapefiles em SIRGAS 2000).
  • Levantamento fotográfico datado e georreferenciado.

4. Metodologia de recuperação

  • Justificativa da técnica escolhida (plantio total, nucleação, semeadura direta, regeneração natural assistida).
  • Lista de espécies por estrato (pioneiras, secundárias iniciais, secundárias tardias, clímax), com nome científico, família, grupo ecológico e percentual no plantio.
  • Densidade de plantio (1.667 mudas/ha é o padrão; pode variar).
  • Arranjo espacial (linhas, módulos, mosaicos).
  • Preparo de solo (calagem, adubação de cova, descompactação).
  • Plantio (período, técnica, tutoramento, hidrogel quando aplicável).
  • Controle de formigas cortadeiras (combate prévio e pós-plantio).
  • Controle de gramíneas invasoras (roçada seletiva, controle químico se autorizado).

5. Plano de manutenção

  • Coroamento (frequência mínima de 2 vezes ao ano nos primeiros 3 anos).
  • Adubação de cobertura.
  • Replantio de mudas mortas (até o 18º mês).
  • Controle de formigas cortadeiras (monitoramento permanente).
  • Roçada de manutenção.

6. Plano de monitoramento

  • Parcelas amostrais permanentes (mínimo de 5% da área, distribuídas).
  • Indicadores: taxa de sobrevivência, altura média, DAP (quando aplicável), cobertura de copa, riqueza de espécies, regeneração natural.
  • Frequência: semestral nos 2 primeiros anos, anual nos seguintes.

7. Cronograma físico-financeiro

  • Cronograma de Gantt com cada atividade e duração.
  • Marcos vinculados às cláusulas do TCRA/ASV/licença.
  • Orçamento detalhado por etapa.

8. Relatórios e indicadores de sucesso

  • Periodicidade dos relatórios técnicos.
  • Critérios de sucesso para encerramento (taxa de sobrevivência mínima, cobertura de copa, presença de regeneração natural).

9. Anexos

  • ART vinculada.
  • Mapas em escala adequada.
  • Currículo do responsável técnico.
  • Documentos do empreendedor.

Erros que reprovam o PRAD na primeira análise

Em ordem de frequência:

  1. Lista de espécies inadequada ao bioma — usar espécies de Cerrado em compensação de Mata Atlântica é reprovação automática.
  2. Densidade abaixo do padrão — menos de 1.667 mudas/ha sem justificativa técnica robusta.
  3. Mix com menos de 30 espécies em Mata Atlântica (IEF-MG exige diversidade).
  4. Ausência de plano de manutenção detalhado — só “fará manutenção por 2 anos” não basta.
  5. Cronograma sem vinculação a marcos físicos — datas soltas sem amarração com cláusulas.
  6. Mapa em escala inadequada — entregar shapefile sem mapa impresso em escala legível.
  7. ART de profissional desvinculado — engenheiro que assina mas não acompanha a execução.
  8. Diagnóstico copiado — descrição climática e pedológica genérica, sem dados primários.
  9. Falta de coordenadas georreferenciadas das parcelas de monitoramento.
  10. Ausência de critérios de sucesso para encerramento do projeto.

Cronograma físico-financeiro e ART

O cronograma é onde a maioria dos PRADs perde aderência. Um cronograma realista para 10 hectares em Mata Atlântica:

MêsAtividade
1–2Aprovação do PRAD pelo órgão
3Combate inicial a formigas cortadeiras, roçada
4Coveamento, calagem, adubação
5–6Plantio (depende do início do período chuvoso)
7–12Manutenção do ano 1 (coroamento, replantio, adubação)
13–24Manutenção do ano 2 + 1º relatório técnico
25–36Manutenção do ano 3 + monitoramento + 2º relatório
37–60Monitoramento + relatório final + pedido de encerramento

A ART tem que ser emitida antes do início da execução, vinculada ao engenheiro responsável (florestal ou agrônomo registrado no CREA), com objeto descrito de forma específica (“Elaboração e execução de PRAD em área X, conforme TCRA/ASV nº Y”).

Perguntas frequentes

Posso protocolar PRAD sem ART?

Não. ART é peça obrigatória. PRAD sem ART é devolvido em análise preliminar.

Quanto tempo o IEF-MG demora para analisar um PRAD?

Em condições normais, entre 60 e 180 dias. Projetos complexos ou com pendências podem ultrapassar 12 meses, sobretudo se houver mais de uma rodada de exigências.

Posso mudar o PRAD depois de aprovado?

Sim, mediante aditivo ou retificação protocolada e aprovada. Alterações substantivas (mudança de área, mudança de espécies, mudança de prazo) exigem revisão formal.

Quem assina o PRAD?

O empreendedor (representante legal) e o responsável técnico (engenheiro florestal ou agrônomo com CREA e ART). Ambas as assinaturas são exigidas.

O PRAD vale para fora de Minas Gerais?

A estrutura técnica é semelhante em todos os estados, mas as normativas específicas variam. Em SP (CETESB), BA (INEMA), GO (SEMAD-GO) e federal (IBAMA/ICMBio) há exigências particulares que precisam ser observadas.

Próximo passo

Um PRAD bem estruturado é a diferença entre projeto aprovado em primeira análise e meses de exigências do órgão. A Pequi Ambiental elabora e executa PRAD para grandes empresas em todo o Brasil, com aderência ao padrão do IEF-MG, SEMAD-MG e órgãos estaduais e federais.

Solicite a elaboração do seu PRAD → ou conheça nosso serviço de reflorestamento.

Converse com um especialista da Pequi Ambiental.

Em até 24h, um consultor técnico da nossa equipe entrará em contato com análise preliminar e próximos passos pro seu projeto.